A Depressão Profunda ou Depressão Clínica

 

A depressão profunda, também conhecida como depressão clínica, afecta a mente e o corpo, levando por vezes o paciente a perguntar-se se vale a pena viver. MayoClinic.com relata que, quem luta com esta desordem não pode simplesmente livrar-se dela, como algumas pessoas supõem. É uma doença grave que geralmente requer uma combinação de medicação e de aconselhamento.

Tristeza, vazio e irritabilidade

Crianças, adolescentes e adultos que sofrem de depressão profunda têm sentimentos de extrema tristeza, irritabilidade ou de vazio. Num minuto podem chorar e, no próximo podem gritar. Algumas pessoas com este transtorno relatam não sentir nada, como se os seus corpos e mentes estivessem vazios. Esta é a razão pela qual os adolescentes se cortam, querem sentir a dor física para realmente sentir alguma coisa.

Crianças que sofrem de depressão profunda permanecem isoladas e choram com angústia.

Isolamento

Quem sofre de depressão profunda, provavelmente, isola-se dos amigos e familiares. Deixam de atender telefonemas dos amigos, deixam de ir a encontros sociais e deixam de cumprir as suas obrigações familiares. Por exemplo, uma mãe que sofre de depressão profunda pode deixar de cuidar dos seus filhos, de fazer as refeições, de lavar as suas roupas e de os ajudar com os trabalhos de casa. Alguns adultos deprimidos isolam-se no local de trabalho por longos períodos de tempo, para que não tenham que interagir com os seus familiares.

Comer e dormir

A maioria dos pacientes com depressão profunda passam por alterações nos seus padrões de alimentação e de sono. Além disso, têm dificuldade em adormecer e em permanecer a dormir, podem também ter dificuldade em permanecer acordados. Isto causa fadiga e dificuldade de concentração.

Podem comer demais na maioria das refeições ou experimentar uma perda de apetite, resultando num ganho ou perda significativo de peso. (Nas crianças, a variação de peso é mais perceptível).

Escola e assuntos de Trabalho

As primeiras áreas que são afectadas pela depressão profunda são o trabalho ou a escola, dependendo da faixa etária. As crianças e adolescentes têm, frequentemente, uma diminuição notável no desempenho escolar, faltam às aulas e entram em discussões com os colegas. Os adultos têm dificuldade em realizar projectos de trabalho dentro do prazo, têm dificuldade em frequentar o emprego numa base regular, em chegar ao trabalho a horas e em se concentrarem.

Higiene Pessoal

A maioria das pessoas com depressão profunda deixa de cuidar de si próprio. Não têm a energia ou a motivação para tomar banho regularmente, lavar a sua roupa ou até mesmo mudar de roupa. Podem aparecer no trabalho com a mesma roupa durante vários dias seguidos.

Desespero

A maioria das pessoas que sofre de depressão profunda sentem-se inúteis. Não vêem como as suas vidas possam mudar, nem vêem qualquer esperança ou felicidade para o futuro. Os pacientes com depressão profunda podem dizer coisas como: “Ninguém me vai amar “, ou “eu estaria melhor morto”.

Ideias de suicídio

A maioria dos pacientes com depressão profunda pensam em suicídio. Alguns escolhem um plano específico para obter os meios para acabar com as suas vidas. Estas pessoas precisam de ajuda imediata. O site de informações de saúde mental, Helpguide.org relata que os sinais de pensamentos suicidas incluem, falar sobre a morte e o morrer, agir de forma imprudente, dizer adeus aos seus entes queridos, dar bens pessoais importantes e uma mudança repentina de depressão profunda para um estado de calma e felicidade.

A depressão tem várias fases e pode ser muito profunda e grave podendo ameaçar a própria vida. O paciente sente-se marginalizado, mesmo que os outros não o vejam dessa forma. Às vezes, para superar os sintomas entram pelo caminho das drogas e outros medicamentos que a longo prazo prejudicam a saúde.

Diminuição do interesse ou prazer

Há uma espécie de diminuição de interesse em actividades diárias, e outro trabalho regular.

Agitação ou retardo psicomotor

A pessoa permanece inquieta ou agitada, fisicamente abatida e lenta no seu trabalho rotineiro.

Fadiga

A fadiga também é um sintoma de depressão profunda.

Sentimentos de inutilidade ou culpa

Os pacientes com depressão profunda têm um constante sentimento de culpa e inutilidade, sentem que não têm controlo sobre as coisas.

Os efeitos adversos da depressão profunda sobre a saúde global das pessoas são realmente perigosos. Por isso precisam de controlar a sua depressão e tentar livrar-se dela antes que ela tome um rumo perigoso.

A medicação e a psicoterapia são algumas curas que a maioria das pessoas procura para combater a depressão profunda. Estes são, sem dúvida métodos eficazes para controlar a depressão, mas não a podem erradicar, completamente, da sua vida!

Os sintomas depressivos podem variar muito de pessoa para pessoa. Enquanto uma pessoa deprimida pode experimentar sentimentos de tristeza, desesperança e desamparo, outra pode sentir raiva, irritação e desanimo. Os sintomas depressivos também podem parecer uma mudança de personalidade. Por exemplo, uma pessoa tipicamente paciente pode começar a perder a paciência com coisas que normalmente não seriam preocupantes. Os sintomas depressivos também podem alterar durante o curso da doença, alguém que é introvertido e triste pode tornar-se altamente frustrado e irritado como resultado da diminuição do sono e da incapacidade de realizar tarefas simples ou de tomar decisões.

Quando a Depressão profunda é grave, as pessoas podem apresentar sintomas psicóticos, como alucinações e delírios. As alucinações são “fantasmas” sensações que lhes parecem reais. As alucinações podem ocorrer em qualquer domínio sensorial (incluindo visão, audição, paladar, olfacto e tacto), e podem ser muito convincentes (assim como perturbadoras), na sua realidade. A forma mais comum de alucinação é auditiva, o paciente ouve vozes de pessoas que não estão, realmente, presentes.

Delírios são crenças falsas, muito fortes que levam uma pessoa a interpretar mal os eventos e relacionamentos. Os delírios variam muito em seus temas, que podem ser de perseguição (sente-se espiado ou seguido), referencial (acha que um programa de TV ou que a letra de uma música contêm mensagens especiais, só para si), somática (pensa que uma parte do corpo foi alterada ou ferida, de alguma forma), religiosa (crenças falsas com conteúdo religioso ou espiritual), erotomania, (pensando que outra pessoa, geralmente alguém com um status mais elevado que o seu, está apaixonado por si), ou grandioso (pensa que tem poderes ou talentos especiais, ou que é uma pessoa famosa).

Quando alguém está deprimido e com sintomas psicóticos, o conteúdo das alucinações e delírios, geralmente são consistentes com um humor deprimido e concentram-se em temas de culpa, inadequação pessoal ou doença. Por exemplo, as pessoas deprimidas podem, realmente, acreditar que não são capazes de executar o seu trabalho ou deveres como pais, porque são insuficientes (um sentimento que pode ser reforçado por vozes que dizem “és insuficiente) e que todos falam mal dele pelas costas. Um episódio de depressão que envolve sintomas psicóticos pode ser particularmente problemático, porque o paciente pode perder a capacidade de distinguir entre experiências reais e imaginárias.

Como superar a depressão profunda

A depressão profunda não é apenas difícil, mas também é perigosa. Mais de 90% das pessoas que cometem suicídio tem um transtorno mental diagnosticável, que muitas vezes inclui a depressão. A depressão profunda interfere com os níveis de energia e, as pessoas que sofrem com esta doença, muitas vezes, sentem-se desconfortáveis com a perspectiva de procurar tratamento e combater a depressão. No entanto, é fundamental que o façam.

Superar uma depressão profunda é difícil, mas não impossível.

Passo 1
Obter tratamento. A depressão é muito difícil de superar sem ajuda externa. A consulta com um profissional de saúde é indispensável. Uma das terapias passa pela administração de medicamentos que podem estabilizar as substâncias químicas no cérebro e fazer com que o paciente se sinta melhor. A terapia cognitiva comportamental ajuda o paciente a resolver os seus problemas actuais e, a aprender novas maneiras de lidar com a sua doença.

Passo 2
Estabeleça metas. Mesmo que a medicação e o aconselhamento sejam benéficos para pessoas com depressão profunda, só serão eficazes se o paciente estiver disposto a trabalhar para combater a depressão. Estabelecer pequenas metas, concretas, sobre o processo de recuperação pode ajudar na continuação da luta contra a doença, de uma forma produtiva. O cumprimento dessas metas, muitas vezes, dá ao paciente uma sensação de poder e controle sobre a sua depressão.

Passo 3
Permanecer saudável. Muitas pessoas subestimam a ligação entre a saúde física e a saúde mental. Abundância de exercício, alimentação saudável, dormir bem à noite, evitar drogas e álcool e reduzir o stress pode ajudar a manter os sintomas da depressão à distância. Também pode ser benéfico participar em actividades que antes gostava, mesmo quando não apetece, sugere a Better Health Channel.

Passo 4
Procurar apoio. O processo de recuperação é muitas vezes difícil, mesmo com a medicação e aconselhamento adequada. Embora a ajuda profissional seja útil, as pessoas deprimidas que se ‘cercam’ de apoio e pessoas positivas podem ter um processo de recuperação mais fácil. Também é útil quando as pessoas deprimidas educam os seus parentes e amigos sobre a sua doença, isto permite-lhes prestar atenção aos sintomas de retorno, ajudar com metas tangíveis e fornecer feedback útil durante o processo de recuperação, explica a Depression and Bipolar Alliance.

Passo 5
Ser paciente. Pode levar várias semanas antes que o resultado da medicação ou terapia seja notável. Os resultados do tratamento dependem muito do paciente, por isso poderá ter que tentar vários tratamentos antes de encontrar o melhor tratamento para a sua situação específica. As pessoas que sofrem de depressão profunda devem permanecer dedicadas aos seus objectivos e focadas na sua recuperação, mesmo que não experimentem melhoras tão rápido quanto esperavam.

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Escrito por Saúde e Bem-Estar em Depressão, Doenças, Tratamento e Sintomas
22 Comentários

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22 pessoas comentaram a mensagem “A Depressão Profunda ou Depressão Clínica

  1. sérgio sansão mabasso diz:

    Tenho estado a ler vossos artigos com bastante interresse. Parabens e muita força para a equipa.

  2. Maria Nascimento diz:

    Infelizmente posso dizer que este artigo sobre a Depressão Profunda está excelente! Sofro desta doença terrível à cinco anos e é mesmo o que sinto desde ‘culpa’ até ao ‘desespero’! Simplesmente a vida cheia de sonhos e projetos que tinha desapareceu, dando lugar a um vazio e uma vda sem sentido! Apenas resta uma estranha em mim!

  3. ines diz:

    perdi minha filha a 2 anos.segurei a maior barra com meus filhos e meu marido.agora sou eu que não concigo me levantar,não tenho fome,não concigo dormi.e pesso aDeus para não acordar .essa dor e terrivel.quero apenas ficar sozinha.precizo sentir o cheiro dela osabraços dela doi quandon respiro. me ajude

  4. teresa diz:

    Infelizmente não me reconheço na pessoa que sou hoje.

  5. teresa diz:

    Quando leio os testemunhos de vida, de vidas sofridas, sinto vergonha por ter saúde, segurança financeira, os filhos vivos e saudáveis, o seu amor, mas o certo é que a partir de determinada altura, o passado sobrepôs-se.
    Agradeço ao João o seu testemunho de vida e tudo farei para levantar cabeça e começar a viver, ainda que isso não seja de um dia para o outro.

  6. dani diz:

    Minha mãe tem depressão profunda, e não quer ajuda não sei mais o que fazer por favor me ajudem!

  7. vania diz:

    É muito difícil viver com depressão.Às vezes algumas pessoas pensam que escolhi viver assim. Gostaria tanto de ter pelo menos alguns minutos de alegria, mas não consigo. O que sinto é uma falsa alegria, para que ninguém perceba o que estou sentindo e venha me criticar. Minha luta é já de muitos anos, tenho 38 anos, e 21 deles vivo assim.

    • sivonei diz:

      minha querida, não é só você, pois toda minha familia me abandonaram mesmo, pensam e afirmam que sou fraca, e não tenho força de vontade. tenho 39 anos e não sei mais quem eu sou, mas minha identidade vai ser resgatada juntamente com minha saude mental.

  8. anonima diz:

    é mt complicado conviver com esta doença mesmo sendo bem jovem. o mais complicado é que as pessoas a nossa volta nao entendem o que sentimos.. é uma dor tao forte impossivel de suportar:(

  9. Guido Pinheiro diz:

    Comecei a ler vossos artigos com bastante interresse. Parabens e muita força para a equipa.
    gopacconhecimento.blogspot.com

  10. Durval diz:

    com certeza quem tem depressão ou alguma dúvida se tem deve procurar psiquiatra, talvez alguma pessoas tenham vergonha disso mas é absolutamente normal! com certeza as chances de cura são de 99% – não adianta procurar neurologista

    • leidinaura diz:

      Eu estou em tratamento a 7 meses.
      Já tentei tirar a minha vida por 4 vezes. Pensei que não valia mais a pena viver. Não pensei em meus filhos e meu marido.
      Hoje, tenho ajuda de um médico psiquiátra e um psicólogo, sem contar com meu marido, minha professora Rosa que acredita em mim e uma grande pessoa que conheci, ela coordena o curso de Pedagogia.
      Professora Glauce.
      são pessoas que me dão a maior força.
      Luto hoje para viver devido a ajuda que venho a receber deles.
      essas pessoas que jamais me discriminaram, e sim acreditaram em mim.
      Sabem que não estou fingindo, me dando uma de vítima, como diz minha mãe e irmãs.
      Mas eu sei, com força de vontade a gente consegue.
      Basta pensar em coisas positivas.
      É o que eu estou tentando fazer daqui para frente.

  11. Anónima diz:

    li este artigo,as lágrimas cairam pelo meu rosto…enfim!!! é este o meu dia a dia,sofrer e fazer quem está ao nosso lado e nos ama e se preocupa connosco, como o marido diz:ando sempre com o coração nas mãos….porque o suicidio está sempre presente na minha cabeça,sinto-me inutil, gosto de me cortar, tento transportar a dor que me confunde, aterroriza,para o meu corpo, só que infelizmente quando me corto não doi nada, não tenho sensibilidade nos momentos de descontrolo, também perco a noção do tempo e do espaço, saio de casa e ando sem rumo, horas seguidas, minha família vive em sobressalto, eu só choro,tenho os nervos “á flor da pele”, grito, rio enfim sou uma inutil…mas para cumulo tenho fibromialgia que é cá um petisco daqueles….e mais, artitre reumatóide com artroses….vêr minhas mãos a ficarem com os dedos tortos, osso que cresce fora metida. estou a ser do lugar,cotovelos ,pulsos, joelhos,torneselos dores por todo o corpo,nem queiram saber na embrulhada em que estou, é só sofrer, agora é que posso dizer doi mesmo, desespera,estou a ser seguida por médicos psiquiatria á já 20 anos, consulta da dor, e na reumatologia LUTO MUITO tento seguir o que o meu psicólogo me ensinou estabeço metas mas quando as não consigo alcançar é um 31 porque lá vem tudo o que conquistei num período longo de tempo, por água a baixo, . Com a ajuda do meu maridão lá me vou levantando novamente, aos poucos começo a sair da cama,e vou vivendo um dia de cada vez, outras vezes em que nem me posso mexer, o coktail junta-se, e é um descalabro cá em casa. Meu atual alvo que vou alcançar nem que a vaca tussa, porque eu sou teimosa, é aprender Lingua Gestual Portuguesa, recomendo, díficil mas ocupa a mente, ajuda nos movimentos com as mãos braços expressóes faciais e corporais,o corpo doi mas não se pode têr vicios, fazer a vontade ao corpo . Quanto á mente é mais difícl pois ela controla-nos e mesmo eu fazendo o impossível por viver continuo a dizer e a sentir que é melhor morrer. Nunca falei isto para o meu psiquiatra…razão talvez penso não tem nada com a minha vida, escrevo porque gosto de escrever o que sinto quem lê não me conhece… sinto-me protegida nos meus sentimento…..

  12. LUIZ diz:

    OLA ME ESCREVI POR CAUSA DE UM TIO MEU QUE TEM LEPRA. A LEPRA REAUMENTE TEM CURA . OS REMEDIOS SAO PARA PARALIZSAR A DOENÇA. ME AJUDA POR FAVOR

  13. Vera diz:

    Tenho 28anos, e à dez que a minha vida mudou, mas enquanto criança, e adolescente fui-me agarrando aos livros, e fui-me refugiando nos estudos, o problema foi quando tive um namorado que me maltratava e eu tava obececada por ele, e sofri durante 3anos, depois entrei em última opção em eng.civil na UTAD, curso que eu não gostava, frequentei 3anos e desisti, a partir daí nada me corre bem, so encontro pessoas falsa e egoístas que se ap+roveitam da minha bondade e honestidade. sofro muito todos os dias, mas temos de pensar que ha sempre alguém que está pior que nós, que queriam andar não têm pernas, que queriam ver e perderam a visão,etc… Eu tenho um transtorno obessessivo-compulsivo, é horrível o esforço que faço para ter um auto-controlo psicológico, mas vou tentando levar a vida.. coragem a todos

  14. Ana Paula diz:

    Tenho minha mãe com 65 anos e são quase 15 anos com depressão. Hoje o grau é a profunda, e a cada dia que passa vejo minha mãe entregando a vida dela porque não acredita que haja remédio que poderá curá-la. Nunca houve um tratamento até hoje que pudesse deixá-la sem efeitos colaterais. Agora que está um pouco mais controlado esses efeitos, a tristeza aumentou de uma tal forma que não tem força mais para nada. A dúvida é muito grande, não sabemos o que fazer…

  15. Gostaria de saber porque trato a 7 anos e ainda não cinto alegria de nada.

  16. Ana diz:

    Tenho isso a muitos anos e estou passando novamente é muito triste é uma luta que parece não ter fim, não sinto força para nada e nem vontade de fazer mais nada apenas sumir. Tenho uma mãe espetacular e um namorado extraordinário, mas mesmo assim não estou conseguindo. Estou sendo acompanhada por um psicnalista e pela psicologa da faculdade os professores são muitos compreensivos mas a vontade de desistir é muito maior do que a de prosseguir.

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